CENSURAR POR QUÊ?
Diretoria da TV Cultura censura reportagem sobre crime contra jornalista A direção da TV Cultura do Amazonas se utilizou de métodos do tempo da ditadura militar e censurou a reportagem sobre o crime cometido contra o carro do jornalista, secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJPAM) e membro da Comissão de Funcionários da Funtec, Cristovão Nonato, na madrugada da última sexta-feira (8). O Sindicato dos Jornalistas convocou uma coletiva na tarde de sexta-feira na qual estiveram presentes vários veículos, inclusive a equipe de reportagem da TV Cultura. Ao chegar na redação da emissora, a fita com as gravações da coletiva foi confiscada pelo Departamento de Jornalismo. E a matéria não foi ao ar no Jornal da Cultura. Por que a direção da emissora censurou a reportagem? Que tipo de interesse o material atingiria? Fatos são fatos! E a TV Cultura, que trabalha com jornalismo, não deveria ignorar um fato tão relevante como o que aconteceu com Cristóvão Nonato. Como não deveria ignorá-lo se ocorresse com qualquer cidadão comum. Mas não é só isso. Censurando o fato, a TV Cultura desrespeita o telespectador que tem o direito de receber informações. O ato se torna mais grave porque a TV Cultura é uma emissora pública, pertence ao cidadão, ao contribuinte que paga seus impostos. A Comissão de Funcionários da TV Cultura, constituída legalmente em assembleia geral realizada entre os trabalhadores da emissora, vem de público repudiar o atentado feito contra o jornalista Cristóvão Nonato e a atitude da direção da Funtec em censurar a reportagem sobre o crime cometido conta o nosso colega. Entendemos que isso é uma forma de intimidação e que não iremos nos calar. Pedimos que o governo do Estado tome as devidas providências no sentido de elucidar o crime, descobrir os responsáveis e colocá-los atrás das grades. A sociedade precisa de uma resposta. Estiveram presentes na coletiva os representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM, Glenn Wildes; do Centro de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus, padre Guilhermo Cardona; do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, César Wanderley; e o deputado estadual Luiz Castro (PPS).
Escrito por comissão às 13h32
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