BARBÁRIE

Carro do jornalista Cristovão Nonato é incendiado

 

 

 

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJPAM), Cristovão Nonato, foi vítima de um atentado na madrugada desta sexta-feira (8). O carro do jornalista, que estava estacionado em frente ao condomínio residencial Jardim Paulista, no Aleixo, onde mora, foi incendiado por volta de 1h. De acordo com testemunhas, um veículo cinza, de marca e placas não identificadas, parou ao lado do carro do jornalista, um homem moreno desceu, jogou gasolina, acendeu uma tocha e ateou fogo, partindo em seguida rumo à avenida André Araújo.

 

Cristóvão, que no momento do atentado estava dormindo, foi acordado pela vizinhança e saiu para apagar o incêndio. O diretor do Sindicato dos Jornalistas recebeu ajuda dos moradores para debelar as chamas utilizando quatro extintores do prédio residencial. Momentos depois, chegaram o Corpo de Bombeiros e um carro da Polícia Militar. O crime foi registrado no 3º Distrito Policial, localizado no bairro de Petrópolis.

 

Nonato é um dos cinco membros da Comissão de Funcionários da TV Cultura do Amazonas, criada em agosto do ano passado para negociar reivindicações salariais e de condições de trabalho com a direção da emissora e o governo do Estado. Ele foi demitido há um mês, por justa causa, sem direito a ampla defesa. “Neste período fizemos uma trégua pela reabertura de negociações com o governo do Estado, através do secretário da Casa Civil, Raul Zaidan, e até agora não obtivemos a solução para as demissões injustas, minha e de mais cinco colegas’ , declarou Nonato.

 

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas, César Wanderley, o atentado contra o carro de Cristóvão pode ter sido um aviso. “Não sabemos quem pode ter cometido ou encomendado tal crime, mas entendemos que devemos exigir do Estado proteção ao jornalista e à sua família. Quem fez isso pode estar indicando que fará algo pior futuramente”.

 

De acordo com o presidente, é estranho que Cristóvão seja vítima de uma violência descabida como essa. “Conhecemos bem o companheiro. Sabemos que ele é uma pessoa bem quista na sociedade; não tem inimigos que justifique tanta agressividade. E não conseguimos ver como ato de vandalismo. Então, qual o motivo para tocar fogo no carro de uma pessoa cordial e ordeira, como o nosso colega, Cristóvão?”, indagou Wanderley.

 

O fogo destruiu toda a parte lateral esquerda do carro, afetando o motor e os pneus dianteiro e traseiro, além da parte interna.



Escrito por comissão às 19h39
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